Vou te nomear do indizível e de todas as palavras que nunca foram ditas, que serão invetadas pelos melhores poetas desse século, neologismos, aforismos, lendas, contos, crônicas. Vou te nomear grito, substância, orgasmo, orgia, fome, zelo, velocidade, universo, mundo. Meu mundo inteiro, meu corpo inteiro. Vou te nomear de mistério, morte, luz do entardecer, estrela cadente, enfarte agudo do miocárdio, canção de ninar, sorriso de criança, holocausto, bêbado saltando da ponte, poesia, apocalipse, medo, vertigem. Todos os meus poemas, todos os meus fracassos, sorrisos, se espedaçando feito fruta podre na feira da segunda-feira. Como te nomear? Como te saber? Amor é pouco, é muito.
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